Porque o que mais fazemos na vida é Contar!

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Diálogos sobre Pós-Graduação

Diálogos sobre Pós-Graduação

Quando? 15/9/2020 (Terça-feira), das 19:00h às 20:30h

Inscrições aqui

Realização: CRC-PA e UFPA

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Você foi clonado!


Você costuma brincar de ver/postar sua foto na versão oposta (masculina/feminina) em redes sociais? Gosta do desconto que a farmácia ‘dá’ no seu CPF? Usa suas milhas para ter desconto quando abastece o carro? Compra tudo com cartão de crédito? Saiba que você tem um clone.

Não há lugar em que estejamos realmente sós, seja no meio de uma cidade movimentada ou no pico de uma montanha. Não há mais como limitar o que os outros veem e sabem sobre você. E essa companhia não se limita somente ao seu celular ou computador.

Quase tudo o que usamos está conectado à Internet. Carros, relógios, geladeiras, medidores de energia e até babás eletrônicas enviam dados 24h por dia sobre nós e nossa família. Imagine o computador de bordo do seu carro enviando dados sobre como você dirige para a empresa de seguro (de veículo ou de vida); o seu relógio enviando dados sobre a sua saúde para o seguro de vida ou plano de saúde. Agora amplie essa visão. E se governos e empresas pudessem acessar os seus dados? Dados sobre sua indicação política, seus hábitos de compra, preferência sexual, saúde, etc. Normalmente, esses dados tomados individualmente têm pouco significado. Mas quando cruzados criam o seu ‘clone digital’, sem seu consentimento ou controle.

Agora pare para pensar quantos clones digitais existem de você. Cada um sob posse de diferentes empresas e órgãos governamentais. Mas por que empresas e governos fazem isso? Em parte, para prever o seu comportamento. Mas não são simples sugestões de ‘talvez você goste disso aqui’ das lojas online, com base nas páginas que você visita ou suas compras anteriores. Os dados se transformam em informações valiosas, revelando o valor que você pagou por cada produto, indicando que você pode pagar aquele valor ou mais.

Essas previsões podem, por exemplo fazer que você perca uma potencial vaga de emprego, sua seguradora cobrar o valor maior de franquia, o banco rejeitar você como cliente (mesmo que você nunca tenha sido inadimplente), e até mesmo a polícia rondar você. Tudo porque seu clone digital tem informações sobre você e seus prospectos que eles não gostam, e isso pode afetar até seus filhos. Imagine sua filha de 4 anos sendo recusada na escola porque ela não se encaixa no perfil de uma brilhante e premiada estudante.

A exploração de dados vai além do avanço tecnológico, é uma vigilância digital quase impossível de se evitar. Precisamos que existem leis que alcancem a tecnologia, precisamos ter controle sobre nossos dados, sobre quem pode coletar, acessar e usá-los para fazer previsões e tomar decisões sobre nós.

Leituras sobre o tema:
1984 (George Orwell)
An intelligence in our image (Osonde Osoba)
Eterna vigilância (Edward Snowden)
The age of surveillance capitalism: The fight for a human future at the new frontier of power (Shoshana Zuboff)
We are data: algorithms and the making of our digital selves (John Cheney-Lippold)

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Editais Mestrado e Doutorado 2020-2 / 2021

Programas que já publicaram editais para os processos seletivos das turmas de 2020/2 e 2021:
Clique nos links para ser direcionado(a) aos Programas.

domingo, 14 de junho de 2020

Escrevendo em inglês

A vida acadêmica requer conhecimentos em outra língua, principalmente a língua inglesa. Não é de espantar que os processos seletivos para mestrado e doutorado tenham prova específica e/ou peçam proficiência em inglês.

No entanto, leitura, audição e compreensão são diferentes da escrita em outra língua. A forma de falar e escrever em português são muito diferentes da língua inglesa. Por exemplo, tirar a "voz passiva" do nosso texto é um treino constante, requer criatividade e domínio da gramática nas duas línguas.

Algumas ferramentas podem ajudar na fase de criação do texto. O Academic Phrasebank é um recurso projetado principalmente para escritores acadêmicos e científicos que não sejam falantes nativos de inglês, mas precisam escrever em inglês. A ferramente dá dicas de fraseologia organizadas de acordo com as seções principais de um texto acadêmico. Algumas frases são listadas para nos ajudar a refletir sobre o conteúdo e a organização da nossa própria redação. Na maioria dos casos, um certo grau de criatividade e adaptação é necessário quando uma frase é indicada. Os itens do Academic Phrasebank são principalmente de conteúdo neutro e genérico; e o mais importante, ao usá-los, você não está roubando as ideias de outras pessoas, o que não constitui plágio.

Aos que se interessam no tema, indico:
- Writing without bullshit (Josh Bernoff)
- The only academic phrasebook you'll ever need (Luiz Otavio Barros)

sábado, 6 de junho de 2020

Etiqueta online


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Em tempos digitais, saber conduzir sua vida online é tão importante quanto conduzir sua vida fora da rede. Ambas são interligadas. As mídias sociais digitais são cada vez mais, espaços de encontros e interação virtual, permitem um nível de comunicação desafiador, onde é preciso estabelecer limites, e pôr em prática novos tipos de etiqueta. Muitos se conectam a comunidades nas mídias sociais para se comunicar, ser ouvidos e ouvir as ideias dos outros, à procura de experiências compartilhadas e lugares onde o crescimento e o aprendizado possam acontecer. Mas, uma vez enredados nessas comunidades, alguns podem se sentir livres para dizer coisas online que nunca diriam em um discurso educado face a face.

Observo às vezes com horror, a falta de etiqueta e a hostilidade absoluta que acontecem nas comunicações digitais, talvez porque erroneamente se associa um certo nível de anonimato ao meio. Com tantas formas de tornar nossas opiniões conhecidas rapidamente, parece que algumas pessoas esquecem seus modos e educação, julgando, dando conselhos indesejados, sendo ríspidos, atacando pessoas com palavras escritas. Muitos disparam comentários às pressas, com pouca consideração pelas repercussões até que seja tarde demais. Se você também não gostaria de se deparar, ou mesmo se transformar nesse tipo de pessoa indesejada virtualmente, procure refinar suas noções de etiqueta online e limites pessoais. Alguns pensamentos a considerar:

- As pessoas que usam as mídias sociais tomaram a decisão de abrir parte de suas vidas - pessoais ou profissionais - para outras pessoas. O fato de não terem feito isso não deve ser considerado um convite para julgamento ou desrespeito;
- Trate suas contas de mídia social como suas casas digitais, que você abriu ao público. Como você faria em sua casa de tijolo e argamassa, crie limites em sua casa digital. Espere que os que visitam sejam seus convidados. Não permita que as pessoas sejam rudes, cruéis ou más;
- Da mesma forma, aja como convidado quando visitar as casas digitais de outras pessoas. Isso significa ser civilizado, atencioso e gentil;
- Não deixe para trás uma bagunça que eles terão que limpar depois que você for, como comentários inapropriados ou ofensivos que eles terão que remover;
- Discordâncias civis são aceitáveis ​​e saudáveis ​​quando apresentadas de maneira consciente e respeitosa. Hostilidade e insensibilidade não são;
- Torne suas interações digitais produtivas e úteis para os outros. Comentários irracionais disparados com raiva ou com o objetivo de atacar alguém são simplesmente uma forma de cyber bullying, que refletem mal em sua reputação online e, em última análise, podem não levar ao resultado que você estava procurando.

Lembre-se que qualquer coisa que você 'disser' online se torna parte de sua presença digital, pela qual apenas você é responsável. Antes de publicar algo online, considere o efeito que suas palavras podem ter sobre pessoas com opiniões diferentes e como as palavras que você escreve hoje podem afetar você e sua imagem profissional no futuro.
Não presuma que empregadores ou clientes atuais ou futuros não examinem sua imagem online e desenvolvam uma impressão sua com base no que eles encontrarem. Ledo engano se você acredita que seu futuro chefe ou cliente não visita suas redes sociais durante o processo seletivo. Como os profissionais de recursos humanos sabem, podemos aprender muito sobre as pessoas com suas personalidades online. Suas pegadas nas mídias sociais fazem parte de sua marca pessoal. O que os seus rastros dizem sobre você?

Adaptado de: Kryder, C. (2013). Online etiquette in the digital age. In: American Medical Writers Association Journal, 28 (3): 130-134.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Congressos e eventos 2020

Não perca os prazos.

Congresso/evento
Submissões
Onde
Quando
 USP International Conference in Accounting 
 USP - Consórcios
até 26 fev
até 15 jul
Online29 a 31 jul 
28 e 29 jul
 ANPCONT
até 9 mar
Online
12 a 14 dez
 ANPCONT - consórciosaté 9 mar Online  20 e 27 jun
 EnANPAD
até 25 mai
Online
14 a 16 out
até 25 jun
Online
14 out
 Congresso UFSC de Controladoria e Finançasaté 15 jul Online 8 e 9 set
 SemeADaté 24 jul Online 25 a 27 nov
 SemeAD - Consórcio Doutoralaté 24 jul Online24 e 25 nov
 Congresso UFSC de Controladoria e Finanças - Consórciosaté 5 agoOnline 7 a 9 set
 Congresso de Ciências Contábeis e Atuariais da Paraíba - CONCICAT        até 31 jul Online  27 a 29 ago
 International Conference in Management and Accounting – ICMA 15 a 31 jul  Online  5 a 7 out 
 Jornada acadêmica de governança corporativaaté 15 agoOnline28 set
 Congresso Brasileiro de Custosaté 26 ago Online  9 a 11 nov
 até 20 ago 
Online
11 a 13 nov
 até 20 ago
Online
9 a 13 nov
 Paper development workshop - PDW Anpadaté 20 agoOnline14 out 
 Congresso Brasileiro de Custos - Consórcios26 agoOnline  9 a 11 nov
 Simpósio de Contabilidade e Finanças - SICONFaté 13 set UFGD 19 a 23 out
 CONUCIC - Congresso UFPE de Ciências Contábeisaté 17 julOnline23 a 25 set 
 Congresso UnB de Contabilidade e Governança 

 Congresso UFG de Contabilidade, Controladoria e Finanças
até 24 ago

15 ago a 20 set
 
Online

Online
 25 a 27 nov

29 e 30 out 
 

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Quanto mais simples, melhor


Você já leu algum texto difícil, precisou reler umas três vezes para entender, e mesmo assim não conseguiu absorver nada? Para evitar esse tipo de relação com seu potencial leitor, procure chamar a atenção para o seu texto logo no resumo, sem 'enrolação'.
Quando escrevemos um texto científico, queremos que o leitor entenda rapidamente a importância do nosso trabalho. Investir um pouco de tempo para garantir que seu texto fique fácil de entender pode ajudar o leitor a absorver suas mensagens-chave.
Chego a escrever a mesma frase umas 5 ou 6 vezes, e só me dou por satisfeita quando acho que a leitura flui. Outras dicas que me ajudam:
- Pense no “esqueleto” do texto, e separe o artigo em pequenos títulos, mesmo que provisórios (daí você sabe onde encaixa cada assunto dentro do panorama geral, e isso ajuda a procurar as principais referências);
- Estruture seu parágrafo (discuta apenas um ponto em cada parágrafo, em frases que se relacionam com essa única ideia), e finalize com um link para a próxima ideia;
- Escreva frases claras (escrever de forma clara significa que a frase deve ser fácil de entender na primeira vez que você a lê. Se não for, então pense em reestruturá-la ou dividi-la em duas);
- Evite a ‘obesidade de palavras’ (corte a bagunça, apague palavras que não acrescentam significado, procure formas mais concisas de dizer a mesma coisa, reduza o texto). Em outras palavras, não use muitas palavras quando apenas algumas dariam o mesmo significado. Por exemplo, 'é possível que' também pode ser escrito como 'pode' ou 'poderia'. E ao invés de 'não obstante o fato de', tente 'embora'. Tenho uma fobia quando leio textos que usam ‘o qual’, ‘a qual’. Essa cacofonia pode ser substituída simplesmente por ‘que’.
- Use dicionários para encontrar sinônimos de palavras complicadas. Funciona quando estou limpando o parágrafo.
- Se você tiver que usar ‘ou seja’, reescreva a frase sem ter que precisar desse auxílio. Usar ‘ou seja’ significa que você não conseguiu se fazer entender de primeira. Procure dar exemplos do que você escreve, isso ajuda o leitor a compreender o que você está explicando;
- Leia bons textos, procure encontrar seu estilo de escrita, mas não se apegue a isso. Mude sempre que notar que precisa melhorar.
Seguir essas regrinhas nem sempre é fácil, mas procure deixar seu texto limpo e claro. Seus leitores e revisores agradecem.